“- Nunca se está bem onde se está – disse o agulheiro.” O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry
Revelou, hoje, Jorge Coelho que uma professora, sua amiga, foi alvo de agressão semelhante à da badalada Carolina Michaelis; ontem, a SIC reportava que, em Tarouca, um aluno agrediu a pontapé uma auxiliar da acção educativa; a Antena 1 tem repetido as preocupações do PGR e as contra-preocupações do Bastonário da Ordem dos Advogados; a Fenprof já propôs dez medidas, dez, para solucionar o problema que, segundo o inefável Valter Lemos, nem sequer chega a existir, porque as escolas podem contratar técnicos especializados e mediadores de conflitos em situações de violência escolar! Como as virgens se sentem escandalizadas!
Extraordinário ou como gostava de dizer um dos meus professores, piramidal!
De facto, aquilo a que assistimos neste corrupio mediático é à má consciência colectiva face ao desinteresse e desleixo, para não dizer indiferença, com o que o poder político trata, de há muitos anos a esta parte, as questões relacionadas com a família.
Basta ver e considerar o que, em termos familiares, está em causa, quando se quer prolongar o horário de funcionamento das grandes superfícies comerciais pela tarde de Domingo: menos tempo dedicado à família, menos tempo dedicado aos filhos, mais tempo em que os filhos estão entregues a si próprios…
Continuo à espera que alguma voz sensata se levante e cale estes protagonistas de ocasião, que apenas aproveitam a onda mediática, escamoteando a raiz dos problemas…
Se não, ainda alguém se lembra de pôr os professores a “substituir” os pais e mães que vão trabalhar, também, ao Domingo à tarde!...
Revelou, hoje, Jorge Coelho que uma professora, sua amiga, foi alvo de agressão semelhante à da badalada Carolina Michaelis; ontem, a SIC reportava que, em Tarouca, um aluno agrediu a pontapé uma auxiliar da acção educativa; a Antena 1 tem repetido as preocupações do PGR e as contra-preocupações do Bastonário da Ordem dos Advogados; a Fenprof já propôs dez medidas, dez, para solucionar o problema que, segundo o inefável Valter Lemos, nem sequer chega a existir, porque as escolas podem contratar técnicos especializados e mediadores de conflitos em situações de violência escolar! Como as virgens se sentem escandalizadas!
Extraordinário ou como gostava de dizer um dos meus professores, piramidal!
De facto, aquilo a que assistimos neste corrupio mediático é à má consciência colectiva face ao desinteresse e desleixo, para não dizer indiferença, com o que o poder político trata, de há muitos anos a esta parte, as questões relacionadas com a família.
Basta ver e considerar o que, em termos familiares, está em causa, quando se quer prolongar o horário de funcionamento das grandes superfícies comerciais pela tarde de Domingo: menos tempo dedicado à família, menos tempo dedicado aos filhos, mais tempo em que os filhos estão entregues a si próprios…
Continuo à espera que alguma voz sensata se levante e cale estes protagonistas de ocasião, que apenas aproveitam a onda mediática, escamoteando a raiz dos problemas…
Se não, ainda alguém se lembra de pôr os professores a “substituir” os pais e mães que vão trabalhar, também, ao Domingo à tarde!...
Um comentário:
Concordo com o que dizes. Com a perda de influência da Igreja, o afastamento dos avós, a viciação dos jovens face à televisão e outros problemas das sociedades modernas, os filhos ficam cada vez mais entregues a si próprios e aos seus "mundos". Para muitos, a escola só é boa durante os intervalos. E, assim vamos "destruindo" a geração futura...
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